Passados três anos desde que largou a farda de Team X, Logan é arrastado de volta ao grupo para investigar o sequestro de mutantes deslocados, orquestrado pelo industrial Bolivar Trask e pela milícia Reavers — com a ajuda da telepata Jean Grey. A Insomniac já deixou claro que este não é um jogo sobre heroísmo fácil: é uma história sobre um homem que tentou parar de ser Wolverine e não conseguiu. O estúdio, consagrado pelos dois Marvel’s Spider-Man e por Ratchet & Clank: Rift Apart, aposta numa fórmula mais enxuta — sem mapa aberto para explorar livremente, o jogo é linear e cinematográfico, dividido entre a natureza congelada do Canadá, as ruas estreitas de Tóquio e os distritos alto e baixo da ilha fictícia de Madripoor.
Combate com garras e uma história mais sombria
A proposta de gameplay é bem diferente do que a Insomniac já entregou com o Homem-Aranha: em vez de balançar entre prédios, o jogo é sobre combate corpo a corpo brutal, usando as garras retráteis de adamantium — o metal fictício praticamente indestrutível que dá nome ao apelido do personagem — em ataques rápidos e fluidos contra soldados humanos e criaturas sobrenaturais chamadas Genma. A regeneração acelerada de Logan (seu famoso “fator de cura”) também deve funcionar como mecânica de jogo, não só como traço de personalidade: espera-se que o combate incentive um estilo mais agressivo e arriscado do que o normal em jogos de ação-aventura, já que o personagem consegue absorver dano e voltar à briga.
Além de Logan e Jean Grey, a história passa por Team X — o esquadrão de operações mutantes do qual Wolverine fazia parte — e coloca no caminho o vilão Bolivar Trask, nome histórico dos quadrinhos por trás da criação dos robôs caçadores de mutantes Sentinelas. A Insomniac ainda não revelou o elenco completo, mas confirmou que a narrativa é mais madura e violenta do que qualquer outro jogo já lançado pelo estúdio.
Quanto custa no Brasil
Diferente de GTA VI, Marvel’s Wolverine não tenta romper o teto de preço da geração — o jogo segue a faixa já praticada por outros exclusivos de PS5 no Brasil.
- Digital e física
- Jogo completo
- Suporte a PSSR no PS5 Pro
- Upgrade para Deluxe disponível depois por R$ 56
- Apenas digital
- Jogo completo
- Conteúdo cosmético exclusivo
- Trilha sonora e extras digitais
Quem quer ir além do jogo tem opção: a Sony colocou à venda um PS5 Digital Edition Bundle temático por R$ 5.099,90, dois modelos de controle DualSense (nas cores “Amarelo Batalha” e “Adamantium”) a R$ 599,90 cada, e uma tampa temática para PS5 Pro por R$ 499,90. São itens de colecionador — o desempenho do console é idêntico ao PS5 Digital Edition padrão, a diferença é só estética.
O que muda com o PS5 Pro
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Plataforma | Exclusivo PlayStation 5 |
| Lançamento | 15 de setembro de 2026 |
| Estúdio | Insomniac Games |
| Formato | Ação-aventura linear, single-player |
| Versão PS4 | Não haverá — feito só para PS5 |
| Recurso PS5 Pro | Suporte a PSSR |
Quem já tem o PS5 Pro ganha um empurrão extra: o jogo usa o PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), a tecnologia de upscaling do console mais caro da Sony — em termos simples, é um recurso que reconstrói a imagem em resolução mais alta a partir de um quadro renderizado menor, entregando gráficos mais nítidos sem pesar tanto no desempenho, um pouco como uma foto de baixa resolução sendo “esperta” o suficiente para parecer nítida quando ampliada. No PS5 padrão, o jogo roda normalmente, só sem esse ganho extra de nitidez/taxa de quadros.
”Logan achou que já tinha parado de ser o Wolverine. O passado achou diferente.”
Vale a pena comprar no lançamento?
- 🩸 Combate mais visceral — corpo a corpo brutal com as garras, puxando mais para ação pura do que os jogos de teia da própria Insomniac.
- 📖 História linear e focada — sem mundo aberto para “encher” horas de jogo, aposta em ritmo mais cinematográfico e enxuto.
- 🌍 Três cenários bem distintos — Canadá, Tóquio e Madripoor, cada um com identidade visual própria.
- 🎮 Bônus para quem tem PS5 Pro — suporte nativo a PSSR para imagem mais nítida.
Se você tem PS5 e gosta do estilo mais violento e adulto que a Insomniac vem cultivando desde os jogos de Homem-Aranha (que já flertavam com cenas pesadas), a edição padrão por R$ 399,90 é a escolha mais sensata — o upgrade para a Deluxe pode ser feito depois por só R$ 56 caso o jogo conquiste você. As edições de hardware são para colecionador: bonitas, mas sem ganho de desempenho sobre um PS5 comum.
Quem não tem pressa pode esperar as primeiras notas da crítica, que devem sair perto do lançamento — a Insomniac tem histórico sólido (os dois Spider-Man e Rift Apart foram bem recebidos), mas um jogo sem mundo aberto e mais curto tende a dividir opiniões sobre o “quanto custa por hora de diversão”. Para quem já acompanha o catálogo de exclusivos de PS5, vale colocar na lista — é o tipo de lançamento que também entra na conversa sobre qual assinatura de games vale mais a pena em 2026, já que jogos assim costumam entrar depois em catálogos por assinatura.
Fontes: PlayStation.com, Sony Interactive Entertainment, Marvel.com, Jornal dos Jogos, Alternativa Nerd, Última Ficha (checagem em 04/09/2026).